Eu te amo tanto, e tanto, que até me perco neste tanto amar.
Quando vejo seus olhos, duas estrelas a iluminar a minha escuridão,
sinto minh’alma sair do corpo, e como uma estrela cadente, lançar-se ao chão.
Dói tanto a sua ausência que até pensei em voltar à nossa estrada e,
de tanto andar em círculos, fiz buracos no caminho,
seguindo seus passos na mesma direção de onde você partiu.
Procurei por você em tantos olhos, em tantos sorrisos,
busquei você em tantos espaços, que nos espaços vazios do meu coração cansado,
abriu-se uma fenda por onde entrou a grande tormenta.
E então, eu percebi que a vida sem você é só mais um dia no qual acordo e me embaraço na própria rotina,
onde sobra versos, mas falta poesia.
Já não procuro mais o seu sorriso, seu cheiro já impregnou minhas narinas,
tatuado no meu peito, o seu nome ecoa em fragmentos de promessas.
Já não preciso mais procurar-te, pois encontrei você na minha escrita, nos meus “recuerdos” de saudade, num sonho vivo, na memória do seu olhar refletindo no meu olhar, você já está morando em mim.
Foto: Um raio de sol em São Tomé das Letras.
Regina Oliveira