Pobre de ti, Homem das guerras
Que já não reconhece mais os seus irmãos
Há de definhar triste, sozinho
Vagando, para sempre, na escuridão.
Teu rosto, um dia radiante, nos palanques alvoroçados deste mundo,
Trará nos sulcos da face, repulsivos
Os vermes comendo em pavor profundo.
O sangue dos povos, em suas mãos
Não serão lavados, mas impregnados
Do cheiro de morte e das dores dos seus irmãos.
Pobre de ti, Homem das guerras
Que pavor e dor impinge aos outros seres
Morrerá tristonhos e calado, não haverá que possa salvar-te.
Da navalha fria que lhe corta a carne e da dor imensa que a si mesmo, pode causar.
Porém, ainda há tempo, Homem das guerras
De tirar as mãos destes botões que a figura obscura da morte encerra
E cumprir a missão que a ti foi confiada , de guiar para a paz todas as nações.