SER, OU NÃO, SER
A vida nos prega peças
e como numa peça de teatro
a gente atua.
Enquanto a saudade desliza
na tela do computador
a paisagem distante
fica próxima
e o que era errante,
acerta-se no ato exato,
no último suspiro,
no respirar da noite.
E no coração humano,
quantos desenganos...
e o tempo a reger nossos destinos
tal qual um maestro rege a orquestra
até a última nota terminar.
O futuro, a tanto planejado
se comprime entre o certo e o errado,
torna-se passado,
perde o viço,
ganha-se na experiência.
Somos todos cientistas.
Regina Oliveira
Enviado por Regina Oliveira em 20/02/2013
Alterado em 03/03/2013