TÃO LONGE
TÃO LONGE
Olhos escuros na noite.
Eu era criança.
Eu temia o bicho-papão.
Uivo esquisito.
Eu cobria a cabeça
e ouvia o apito do trem, na estação.
Quando eu era criança, eu me lembro.
Não existia saudade.
Só havia um sentimento e era a vontade.
De olhos fechados eu via o silêncio
e cantava a canção do momento
dentro do meu pensamento.
E ninguém podia
alcançar o meu vôo.
Eu voava nas asas do vento.
Aprendi a fazer poesia
e tentava entender para que
o poeta existia.
E eu não percebi
que o tempo passava
e hoje estou aqui.
Quando eu deslizo a caneta
no branco do papel
percebo que vivo numa Torre de Babel.
Que não existe papai noel,
nem vampiros, ou lobisomens ou sacis pererês.
E que o "Cara" é nada. Nem mesmo você.
Regina Oliveira
Enviado por Regina Oliveira em 01/02/2013
Alterado em 03/03/2013
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