POESIA INTIMISTA II
A velha casa em ruínas
guarda as marcas do tempo,
o concreto, o cimento.
As manchas na parede.
É hora de ir.
O telhado está quebrado...
Tantas goteiras,
minha alma em fragalhos.
As árvores sem folhas.
Fim de outono.
O vento sul anuncia o inverno,
minha alma que fugir da terra.
A casa velha.
Velha como os meus sonhos
tão velhos que já não resiste.
Não sei se fico alegre ou choro
esse amor morto
que já não existe.
Enterro o passado
nas trevas da ilusão,
as noites quentes de verão,
o seu sorriso,
na velha casa
do meu pensamento
que será meu túmulo,
seu abrigo.
Regina Oliveira
Enviado por Regina Oliveira em 25/05/2012